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domingo, 10 de julho de 2016

A Polêmica História da Escola Sem Partido

     
       O Deputado Izalci (PSDB/DF) apresentou, em 23.03.2015, o Projeto de Lei nº 867/2015, que inclui entre as diretrizes e bases da educação nacional o "Programa Escola sem Partido". O Projeto parte do principio que alguns professores usam a doutrinação política e ideológica em sala de aula e a usurpação do direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

     Segundo o site do INEP, o Brasil possui 53 milhões de alunos, divididos em Fundamental e Médio, entre as escolas públicas e particulares do país."A grande maioria dos alunos da pré-escola, classes de alfabetização, ensino fundamental, ensino médio e das classes de educação de jovens e adultos (antigo supletivo) frequenta escolas públicas, mantidas pelos três níveis de governo", afirma a presidente do Inep, Maria Helena Guimarães de Castro.
   
    Dos 35,8 milhões de alunos do ensino fundamental, 32,4 milhões (90,5%) estudam em escolas públicas e apenas 3,4 milhões (9,5%) em escolas particulares. No ensino médio, dos 6,9 milhões de alunos existentes, 82,4% estão nas escolas públicas.
     
       Nas classes de educação de jovens e adultos, as escolas públicas detêm 87,3% dos 2,8 milhões de alunos. Na pré-escola, dos 4,1 milhões de alunos matriculados, 76% se concentram na rede pública.

      Ou seja, do 53 milhões de alunos do Brasil, 45 milhões estudam em escolas públicas, alunos esses que em grande maioria das vezes não possuem condições de comprarem livros de grandes autores do pensamento mundial e que tem a  educação intelectual negada pelo governo e agora com essa proposta pela sociedade. Basta pegar um livro de qualquer umas das séries do Fundamental e Médio dos alunos da Escola Pública e comparar com o da mesma série do aluno de Escola Particular.

      Sabemos também que a Televisão ainda é a principal doutrinadora do Brasil e que apresenta programas de níveis intelectuais muito baixos, sendo o mesmo quase inexistente.

Onde quero chegar? 

      Independente do Partido que seja o Professor ou a doutrina que ele defenda, a oportunidade em escutar um discurso que seja diferente do que a mídia defenda e do que o aluno está acostumada a ouvir em casa é enriquecedor ao ensino e até ao próprio aluno, pois a opinião só é formada quando nos defrontamos com diferentes pensamentos. Quando o cidadão comum e o aluno se fecha em um único pensamento isso acaba se tornando perigoso para sua formação intelectual e até mesmo para a sociedade, pois vivemos em um mundo plural, multiétnico, multicultural e com as mais variadas diferenças. A escola tem que ser aberta a diversos pensamentos, doutrinas e debates, pois é de uma inocência tamanha acharmos que só existem professores defensores de ideias de Esquerda, mas quem vive o dia a dia escolar sabe que existem professores defensores da Teocracia, do Socialismo, Comunismo, Anarquismo, Capitalismo e até mesmo pelo incrível que pareça defensores do Fascismo.

      Não podemos colocar nossos alunos e filhos em uma caixa de cristal e querer livrá-los de tudo que na visão dos pais, políticos e outros seja negativo ou positivo, pois as pessoas criam valores próprios, não podemos privar nossos alunos de ter acesso a Livros como: O Capital, Mein Kampf, A Riqueza das Nações entre outros, enquanto todo o mundo ler esses e outros autores. Cometer esse erro de querer criar uma raça de pessoas livres desses e outros pensamentos, seria o mesmo como Hitler tentou criar uma Raça ariana.

      Temos que brigar por uma escola onde os alunos da Escola Publica tenham os mesmos acessos a Livros e Tecnologias que são empregadas nas escolas particulares, brigar para que o ambiente escolar das escolas públicas sejam os mesmos das escolas particulares com salas arejadas, com ar condicionado, cadeiras novas, quadro branco, brigar para que os professores recebam em dia, tenha condições de trabalhar e desenvolver seu trabalho. E não essa coisa doentia de querer doutrinar seres humanos os dizendo o que seja certo ou errado, pois independente do que será dito ou estudado na escola, os valores éticos, morais e até mesmo doutrinário, muitos já vem construído de casa!

Fonte consultada: http://portal.inep.gov.br/rss_censo-escolar/-/asset_publisher/oV0H/content/id/19910

Edgard Brasil

domingo, 3 de julho de 2016

O Nióbio brasileiro e a cobiça mundial

     Um metal raro no mundo, mas abundante no Brasil, considerado fundamental para a indústria de alta tecnologia e cuja demanda tem aumentado nos últimos anos, tem sido objeto de controvérsias e de uma série de suspeitas e informações desencontradas que se multiplicam na internet, alimentando teorias conspiratórias e mitos sobre a dimensão da sua importância para a economia mundial e do seu potencial para elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do país.
     O Nióbio é um elemento químico usado como liga na produção de aços especiais e um dos metais mais resistentes à corrosão e a temperaturas extremas. Quando adicionado na proporção de gramas por tonelada de aço, confere maior tenacidade e leveza. O nióbio é atualmente empregado em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, em tomógrafos de ressonância magnética, na indústria aeroespacial, bélica e nuclear, além de outras inúmeras aplicações como lentes óticas, lâmpadas de alta intensidade, bens eletrônicos e até piercings. 
     O mineral existe no solo de diversos países, mais 98% das reservas conhecidas no mundo estão no Brasil. O país responde atualmente por mais de 90% do volume do metal comercializado no planeta, seguido pelo Canadá e Austrália. No país, as reservas são da ordem de 842.460.000 toneladas e as maiores jazidas se encontram nos estados de Minas Gerais (75% do total), Amazonas (21%) e em Goiás (3%).

     Segundo relatório do Plano Nacional de Mineração 2030, o Brasil explora atualmente 55 substâncias minerais, respondendo por mais de 4% da produção global, e é líder mundial apenas na produção do nióbio. No caso do ferro e do manganês, por exemplo, em que o país também ocupa posição de destaque, a participação na produção global não ultrapassa os 20%.

     Tal vantagem competitiva em relação ao nióbio desperta cobiça e preocupação por parte das grandes siderúrgicas e maiores potências econômicas, que costumam incluir o nióbio nas listas de metais com oferta crítica ou ameaçada.

O MUNDO CONECTADO COM O LIVRE DA CAVERNA