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domingo, 19 de junho de 2016

Entrevista de Luis Carlos Prestes ao Jô Soares em 1988

video 
Luís Carlos Prestes, que ficou conhecido como o “Cavalheiro da Esperança”, fala sobre seu exílio, URSS, a Coluna Prestes, Getúlio, Olga, Nazismo, Integralismo e finaliza falando de Collor, Lula e Brizola.

Imperdível vale muito a pena assistir!   
 

sábado, 11 de junho de 2016

A Primavera Brasileira !

 

     Te todos os países emergentes que fazem parte dos BRICS. O Brasil foi o único que não passou por um processo revolucionário vindo do povo, pois todos que tentaram no passado foram exterminados seja pelos militares ou pelas elites agrárias. 

     Na China, Mão Tsé Tung liderou a revolução, Mandela na África do Sul, Ghandi na Índia e Lênin na Rússia. 
     
     Esse novo golpe que surge em nosso país, tirou o povo do comodismo e está ensinando aqueles que não sabiam ou desaprenderam a lutar, temos hoje à oportunidade de fazer a maior Revolução que esse país já viu, uma revolução com a participação do povo em geral e não orquestrada pela mídia e pelas elites assim como foram todas as realizadas até agora.

     Por mais que a mídia não esteja cobrindo e a GLOBO não mude a sua grade e fica entrando a cada cinco minutos, assim como fazia com aqueles que estavam com a camisa da CBF os empurrando para ocupar as ruas contra o governo DILMA. Desde a entrada de Temer, já foram realizados para mais de 400 protestos em todo o país e ontem pessoas saíram em 24 estados para gritar #ForaTemer e reivindicar  a volta da Democracia, a avenida paulista ficou ocupada dos dois lados lideradas por LULA e que segundo organizadores tinha mais de 100 mil pessoas.

    Todas as redes sociais estão ocupadas e isso está causando preocupação as elites e os partidos que representam os seus interesses como : PSDB, PMDB e DEM. Pessoas de tudo quanto é parte do Brasil e do mundo estão se organizando em grupos, comunidades, umas adicionando as outras e se reunindo para a derrubada do governo Temer e o estabelecimento de uma vez da democracia no país. Esse movimento está preocupando tanto as elites que já corre em senado leis que impedem de falar mal de político e inclusive podendo dar até prisão para aqueles que desobedecerem. Chegaram ao ponto de querer limitar a internet com a desculpa de que os jovens gastam muita internet jogando em rede.

Em plena Revolução Russa em 1917 Lenin disse em um de seus discursos: 

"A única garantia de democracia é o fuzil ao ombro do trabalhador" Vladimir Ilitch Ullianov ( Lenin)

     Apesar de achar que nos dias de hoje uma luta armada seria suicídio coletivo, pois as forças armadas mundialmente evoluíram e possuem equipamentos de visão noturna, rastreamentos de sensor de calor, sem falar a força bélica que evoluiu de forma gigantesca e de nada adiantaria se esconder nas selvas ou nas montanhas como faziam os grandes guerrilheiros, acredito que a luta armada de hoje se baseia no poder da caneta, dos livros e das ideias, uma arma que sempre foi abominada por toda ditadura e pelas elites mundialmente desde a antiguidade. Todo governo opressor incendiou livros, fechou escolas e sucateou a Educação. Os livros, a caneta e o intelecto, põe mais medo do que qualquer fuzil ou arma de destruição em massa.

     Mais sei também e tenho a consciência que nem todos tem esse dom, então, independente de sua guerrilha, seja ela urbana, intelectual, ocupando as ruas ou virtual, não importa,  use-as e lute!!!

Edgard Brasil

domingo, 5 de junho de 2016

Integralismo: O Fascismo Brasileiro!


     Com a queda das estruturas políticas oligárquicas, os grandes eixos de discussão política e ideológico do país perdem força no meio rural e passaram a ocupar os centros urbanos do Brasil e é daí que surge o Integralismo. 
      Corrente de pensamento com origem em Portugal que se guiava nas doutrinas do Fascismo, o Integralismo chegou ao Brasil na primeira metade do século XX defendendo uma política tradicionalista que tem em suas bases a defesa de uma sociedade estruturada a partir da religião e da família, com o intuito de formar homens íntegros os guiando para os pensamentos da doutrina de direita. No Brasil o principal pensador desse movimento foi: Plínio Salgado.

     Entre as principais ideias defendidas pelos integralistas, podemos destacar o corporativismo político, a abolição do pluripartidarismo, a perseguição aos comunistas, o fim do capitalismo especulativo e a ascensão de um forte líder político. Além do conteúdo ideológico, os integralistas fizeram o uso massivo dos meios de comunicação, frases de efeito, criação de símbolos e padronização comportamental.
Os integralistas utilizavam de uma saudação comum, “Anauê”, expressão de origem indígena, para cumprimentar seus associados. Além disso, vestiam camisas verdes e adotaram a letra grega sigma (símbolo matemático para somatória) como formas que incentivariam um forte sentimento de comunhão e amor à pátria. Mesmo contando com intensas manifestações, os integralistas perderam força com a implementação do Estado Novo, no final dos anos 30. 
Os integralistas utilizavam de uma saudação comum, “Anauê”
     Grandemente influenciado pelo fascismo italiano, iniciou suas atividades durante o primeiro governo de Getúlio Vargas combatendo os defensores de pensamentos de esquerda. Os integralistas acusavam os comunistas de corromper a família com seus pensamentos que ameaçavam a formação religiosa das pessoas. Considerado como um movimento de classe média, os seguidores do Integralismo ficaram conhecidos como camisas verdes ou galinhas verdes por causa de seus típicos uniformes.

     O Integralismo foi combatido pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), uma frente de luta contra o imperialismo, o fascismo e o integralismo, que contou com a participação de amplas esferas ideológicas e culturais da sociedade brasileira. Com o lema “pão, terra e liberdade” teve um crescimento rápido a partir de seu lançamento no teatro João Caetano na cidade do Rio de Janeiro. Mais de 1600 comitês foram realizados em todo País até a ANL entrar na ilegalidade em 11 de julho de 1935. 
     A organização foi fundada pelo Partido Comunista do Brasil (PCB), nascida em março do ano de 1935 tinha como finalidade livrar o País do nazi-fascismo. No Brasil a Ação Integralista Brasileira (AIB) exibia sua total afeição pelo fascismo. Em resposta formaram-se frentes antifascistas que congregavam tenentes socialistas e comunistas descontentes com o Governo Vargas.

     Em meados de 1934 um pequeno grupo de intelectuais e militares contrariados com os rumos do governo de Getúlio Vargas organizou varias reuniões no Rio de Janeiro, com a intenção de criar uma organização política capaz de dar base nacional as lutas que se travavam. Dessas reuniões surgiu a ANL, cujo primeiro manifesto político foi lido na Câmara Federal. A Aliança Nacional Libertadora tinha como fundamentos:
  • Interrupção do pagamento da dívida externa do Brasil;
  • Nacionalização das corporações estrangeiras;
  • Reforma agrária e o amparo aos pequenos e médios proprietários;
  • Garantia de amplas liberdades democráticas;
  • Constituição de um governo popular;
      No final do mês de março a ANL foi oficialmente lançada na Capital Federal. Na ocasião, dezenas de pessoas assistiram a solenidade; o manifesto foi lido pelo estudante Carlos Lacerda, que nos anos seguintes se tornaria um grande oponente do comunismo.

     Na época Luiz Carlos Prestes, o “cavaleiro da esperança”, achava-se exilado na União Soviética, porém fora proclamado presidente de honra da organização. Prestes gozava de admirável consideração devido a seu papel de líder na Coluna Prestes que na década precedente havia tentado derrubar o governo pelas armas. Nos meses posteriores dezenas de pessoas se filiaram a ANL, cavalheiros ilustres mesmo sem se filiar mostraram-se atraídos pelo movimento, varias manifestações publicas foram realizadas em diversas cidades brasileiras inclusive com artigos divulgados nos jornais.

     Em 1935 Prestes, na clandestinidade retorna ao Brasil, encarregado pela Intentona Comunista de desenvolver no País um levante armado para estabelecer um governo revolucionário, em sua companhia veio um grupo de ativistas estrangeiros, entre os quais estava sua mulher a alemã Olga Benário. 
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     Ao passo que a ANL ascendia, aumentava a crise política no País com incansáveis conflitos entre integralistas e comunistas. No dia 5 de julho a ANL realiza manifestações publicas para celebrar o aniversário dos levantes tenentistas da década de 1920. Sem o consentimento de muitos dirigentes da organização, Carlos Prestes faz um discurso fervoroso ordenando a derrubada do governo e reclamando todo o poder para a ANL. O Presidente aproveita a repercussão do episódio para com base na lei de Segurança Nacional fechar a organização.

     A ANL passa a ser ilegal e não pode mais realizar comícios perdendo contato com a população e, por conseguinte seu apoio entusiasmado. Alguns componentes da ANL resolveram explodir um levante para destituir o governo. Em novembro de 1935 estoura no Rio Grande do Norte uma agitação em nome da ANL. Este motim dominou a cidade por quatro dias. As manifestações ocorreram também em Recife e Rio de Janeiro, porém foram rapidamente abafadas pelo Governo Federal e Getúlio inicia um processo de prisões a todos os membros.

     O movimento Integralista foi perdendo forças, pois Vargas não se revelou o que os Integralistas esperavam, apesar do Integralismo ter ficado no poder nos Governos Vargas de 1930 a 1945, dando total sustentação a ditadura de Vargas. Porém Vargas não se revelou o que os Integralistas esperavam e após tentarem um golpe de estado em 1938, acabaram fracassando.

     Abandonados e traídos por Vargas e acumulando sucessivas derrotas pelas Tropas de Luiz Carlos Prestes na Intentona Comunista, o movimento ia perdendo forças até não possuir um número mais expressivo de seguidores.

     Ao contrário do que se esperava, o movimento Integralista não acabou definitivamente, Entre os grupos que se declaram seguidores do pensamento de Plínio Salgado estão os Carecas do ABC e os Carecas do Ceará, que são conhecidos pela violência utilizada.
  
Entrevista de Luiz Carlos Prestes no Jô Soares em 1988
 

 Edgard Brasil



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