Translate

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O Terremoto Socialista atinge os EUA


      Bernie Sanders ganhou de Hillary Clinton, 09/02/2016, as primárias de New Hampshire. E quando subiu ao palco em um colégio de Concord, a pequena capital do Estado, para comemorar a vitória, o público presente começou a bater os pés no chão como se quisesse provocar um terremoto. O sanderismo ainda não atingiu a categoria de um sismo, pois a ex-secretária de Estado, apesar do tropeço, continua favorita na corrida pela Casa Branca, mas já está claro que não será exatamente um passeio.

      O motivo disso é um veterano esquerdista de 74 anos que capitalizou o descontentamento social e tem crescido entre os jovens, com quem Hillary Clinton empatou em Iowa e de quem perdeu agora. Não há nenhum terremoto, mas as placas tectônicas se movimentam.

      A vitória representa uma injeção de adrenalina na revolução sanderista, para a esquerda pura, a trajetória política do movimento Occupy Wall Street, que em 2011 eclodiu nos EUA.

      Sanders lota os comícios, ataca Wall Street e os ricos, promete saúde e ensino público gratuitos para todos e vê a revolução contra a elite, não como um ideal, mas como uma necessidade urgente. Nascido no distrito do Brooklin, em Nova York, em 1941, possui um perfil comparável ao de Jeremy Corbyn no Partido Trabalhista britânico. Ele cresceu apoiando-se na exaustão da população, na crise da classe trabalhadora dos Estados Unidos e de um voto jovem, para o qual falar em socialismo já não significa alta traição. Clama por uma revolução e promete ser o açoite de um establishment que muitos progressistas identificam com Clinton.
      O Avanço de Sanders não assusta, pois a pobreza vem crescendo assustadoramente nos EUA, grupos como a KKK ressurgem empregando o ódio contra latinos, negro, asiáticos e homossexuais e vivem a maior crise da saúde de sua história.
 
      Uma coisa é certa os países latinos americanos, principalmente o Brasil deveriam estar ligados nessa eleição. Trump sendo eleito, latinos, negros, árabes e asiáticos sofrerão a maior perseguição desde a segunda guerra mundial. Sem falar as empresas americanas que aqui atuam que o mesmo pretende colocar nosso governo na parede para ceder novos incentivos e isenções fiscais. 

Edgard Brasil

O MUNDO CONECTADO COM O LIVRE DA CAVERNA