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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Marchinhas de Carnaval, História e Politica!

      A partir de 1920, com rimas fáceis e bom humor, as marchinhas tornaram-se obrigatórias no carnaval. Mais que meros versos de folia, elas são crônicas da política e da sociedade brasileira representando o período político de cada época do Brasil.
   
      Por mais que muitos brasileiros falem que não gostam de política e tente fugir não tem jeito, nós sempre fomos um povo político e questionador, isso está em nosso sangue desde muitos antes dos europeus chegarem aqui, pois nossos Nativos (índios), souberam fazer política como ninguém e até hoje estão aí diferentemente de outros nativos de outros países que já foram extintos ou totalmente aculturados

      Com o passar dos anos aquele modelo antigo de fazer política e sério acabou dando lugar para um novo tipo de critica a política. As Marchinhas de Carnaval, com letras curtas, repetitivas, mas com letras pesadas expondo o momento que o país vivia naquele momento, as mais conhecidas são:

Retrato do Velho – Getúlio. Vargas
      Nas eleições de 3 de outubro de 1950, quando Getúlio Vargas voltou à presidência da República por via democrática (após 15 anos como ditador, de 1930 a 45), a trilha sonora da vitória foi uma marchinha de carnaval. “Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar”, cantava o povo, repercutindo a composição de Haroldo Lobo e Marino Pinto lançada por Francisco Alves, após gravação realizada em 16 de outubro de 1950, na Odeon. O sucesso foi tanto que estendeu as comemorações pela eleição de Getúlio Vargas até o carnaval de 1951.


Varre, varre, vassourinha! - Jânio Quadros.
      Usado por Jânio Quadros, candidato do PTN apoiado pela conservadora UDN nas eleições para a presidência do Brasil em 1960. Jânio se apresentava em alguns de seus discursos com uma vassoura falando que iria varrer a corrupção do Brasil


“Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí!” – JK. 
      No governo Juscelino Kubitschek, em agosto de 1958, o Secretário de Estado dos EUA John Foster Dulles, veio ao Brasil para uma importante missão americana: tratar da situação do petróleo, referente a campanha nacionalista “O petróleo é nosso”. Nesses tipos de reuniões era dado um tempo aos fotógrafos e cinegrafistas para o registro dos fatos. Em um desses momentos, o fotógrafo do Jornal Brasil, Antônio Andrade, fez uma foto polêmica que dá a impressão de que JK estende a mão e suplica algo ao secretário norte-americano, que parece abrir a carteira em busca de dinheiro. Não deu outra, o JB publicou a fotografia em sua primeira página sob o título ‘Me dá um dinheiro aí’, em referência à marchinha de carnaval que era sucesso da época.


Hit do Carnaval 2016 - Marchinha do Japonês da Federal 
A Marchinha se refere aos políticos e empresários presos pela Operação Lava Jato.



Edgard Brasil
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