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domingo, 27 de dezembro de 2015

O Brasil além do Petróleo. Os Aquíferos Alter do Chão e Guarani.

O Aquífero Alter do Chão

      Está localizado na região amazônica, mais precisamente em partes do Pará, do Amazonas e também em um pequeno trecho do Amapá. A existência de um aquífero na Amazônia sempre foi de conhecimento dos estudiosos em Ciências da Terra, mas, em 2010, descobriu-se que suas reservas poderiam ser muito maiores do que se imaginava anteriormente. O seu volume estimado é de 86,4 mil km³ de água, o suficiente para garantir a liderança mundial em reservas hídricas, superando com mais que o dobro de quantidade o Aquífero Guarani, o segundo colocado, com 37 mil km³, embora a área de ocupação desse último seja bem superior.
      O aquífero da Amazônia é do tipo misto, isto é, com características de dois tipos diferentes: uma parte superior do aquífero livre de 50 metros de profundidade e uma parte inferior do aquífero confinada em 430 metros, segundo dados do CPRM (Serviço Geológico Nacional). As rochas da região são do tipo sedimentar, predominantemente compostas por argilito e arenito, o que permite uma maior acessibilidade aos poços de água, haja vista que tais formações não dificultam a perfuração.
      Ao todo, o aquífero Alter do Chão ocupa uma área de 437,5 mil km². Várias cidades da região Norte utilizam-se das reservas de água disponibilizadas, incluindo Manaus, que conta com 40% de seu abastecimento oriundo desse aquífero. É em Manaus, no entanto, que ocorre também a maior parte da contaminação dos solos dessa reserva, graças a problemas no que diz respeito ao tratamento da água e ao saneamento ambiental. O crescimento da atividade agropecuária na região Norte também poderá representar uma ameaça, caso sejam empregadas grandes quantidades de defensivos agrícolas.
      A manutenção e sustentabilidade do aquífero Alter do Chão na Amazônia também perpassa pela conservação da floresta. Isso porque boa parte de seu abastecimento vem da grande quantidade de chuvas existentes na região, o que ajuda a explicar o grande volume de água mesmo em uma área menor que a do Aquífero Guarani. Essa elevada pluviosidade é gerada pela umidade intensa produzida pela própria Floresta Amazônica, que, por sua vez, utiliza-se dos recursos hídricos para a realização da evapotranspiração, com o “bombeamento” da água dos solos para a atmosfera, o que se relaciona também com os Rios Voadores. Por esse motivo, entende-se que há uma necessidade de ações por parte de todas as esferas do poder público no sentido de garantir a manutenção dos espaços naturais nas regiões da Floresta Amazônica, sobretudo na área do referido aquífero. Afinal, uma ampliação do desmatamento colocaria em risco a disponibilidade de um importantíssimo recurso hídrico, que, se devidamente explorado, poderá perpetuar-se para as próximas gerações. 

O Aquífero Guarani 

      Localizado na região sul da América do Sul (partes do território do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). Por isso ele é Também conhecido como “Aqüífero Gigante do Mercosul”, ele congrega formações geológicas sedimentares dos tipos flúvio-lacustres e eólicos desérticos, e suas águas tem uma temperatura que varia, de acordo com a profundidade, de 50 a 85ºC.
      O Aquífero Guarani ocupa uma extensão de terra de, aproximadamente, 1,2 milhão de quilômetros quadrados. Para se ter uma ideia do tamanho da reserva, ela tem capacidade para abastecer, de forma sustentável, cerca de 400 milhões de habitantes, com 43 trilhões de metros cúbicos de água doce por ano. 
      Segundo especialistas em hidrologia, a quantidade de água doce seria capaz de abastecer a população mundial por mais de cem anos. Numa possível falta de água doce no futuro, este recurso será de extrema importância para a humanidade. A reserva de água está protegida de contaminações e infiltrações por uma camada de rocha basáltica.
      A recarga do aquífero se dá, em alguns locais, através de recarga natural por meio de infiltração da água da chuva, em outros locais, ocorre por meio de filtração vertical.
      Cientistas já comprovaram que os dois aquíferos juntos tem a capacidade de abastecer o planeta por mais de 250 anos, tornando assim sua conservação primordial para a existência não só da raça humana mais de todas as espécies como: vegetação e animais irracionais.
      Não é muito divulgado na mídia, mas o Brasil já chama atenção de diversos países do mundo a anos por possuir esse potencial hídrico, alguns estudiosos falam até em uma possível nova colonização, só que dessa vez o interesse não é o Pau – Brasil, Cana – de – açúcar, ouro, diamante, látex e nem nossas poucas e já enfraquecidas reservas de petróleo, mais sim a água. Água essa, motivo de discórdias desde que o mundo é mundo.

Sites e Bibliografias consultadas:

http://www.suapesquisa.com/geografia/aquifero_guarani.htm

PENA, Rodolfo F. Alves. "Aquífero Alter do Chão"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/brasil/aquifero-alter-chao.htm>. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

http://geofisicabrasil.com/artigos/41-opiniao/2555-aquifero-guarani-x-aquifero-alter-do-chao-quem-vence-essa-luta.html

Edgard A. do Brasil
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