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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Em 29 de dezembro de 1992, Fernando Collor de Mello renuncia à Presidência da República do Brasil !

      Fernando Collor de Mello renunciou à Presidência em 29 de dezembro de 1992, quando o Senado julgava seu afastamento definitivo, e foi substituído pelo vice, Itamar Franco (PRN), que governou o Brasil até 1994. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi eleito na sequência.
      Collor foi o primeiro presidente eleito diretamente pelo povo depois da ditadura militar (1964-1985), em 1989. Ele venceu a eleição no segundo turno, com pouco mais de 35 milhões de votos contra 31 milhões do segundo colocado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após a posse, já em 1990, começaram a aparecer denúncias apontando para um esquema que envolvia cobrança de propina de empresários, contas no exterior e pagamento de gastos pessoais de Collor. O esquema seria coordenado pelo então tesoureiro de campanha de Collor, Paulo César Farias, ou apenas, PC Farias. O tesoureiro teria um fim trágico ao lado da namorada, Suzana Marcolino. Depois de ser preso e investigado, PC e a namorada foram mortos no dia 23 de junho de 1996. Ele foi encontrado deitado na cama de sua casa de veraneio, em Guaxuma (bairro na orla norte de Maceió), com um tiro no peito, ao lado de Suzana, também morta com um tiro.
      Também condenado pelo Senado, Collor ficou inelegível durante oito anos, até 29 de dezembro de 2000. Acusado de corrupção passiva, Collor foi julgado pelo STF em dezembro de 1994. Entretanto, a maioria dos ministros entendeu que houve falta de provas e não ficou comprovado o chamado ato de ofício, quando um servidor público muda a sua postura em determinado ato mediante recebimento de vantagem financeira. Collor foi, então, absolvido.
      O principal motivo da queda de Fernando Collor de Mello não foram assuntos voltados ao interesse da nação, mais sim pelo fato dele ter ferido os interesses da Elite, tanto que Collor acabou adquirindo o Apelido de o “caçador de marajás”. Collor pegou um Brasil quebrado, Brasil que foi vendido para os EUA pelos militares que junto ao governo de Washington levaram não só o Brasil, mais todos os países que passaram por ditaduras ao retrocesso econômico, a desestabilidade financeira e sem dinheiro em caixa. Segundo o Governo Collor a única forma de fazer o país crescer era confiscar a poupança, um plano que prometia acabar com a inflação do país, com isso ele segurava o dinheiro de todos os cidadãos brasileiros independente de classe social, pois, a inflação estava na casa dos 2.000% ao ano. A partir disso foi criado o Plano Collor, que tinha como objetivo diminuir a quantidade de circulação de dinheiro na economia, o que inibiria o consumo e, por sua vez, ajudaria a reduzir as exorbitantes taxas de inflação. O efeito, porém, foi traumático, principalmente para quem aplicava na caderneta de poupança, hoje e sempre vista como uma forma de reserva a salvo de qualquer interferência.
     Vale ressaltar que o FORA COLLOR, foi totalmente apoiado e financiado pela REDE GLOBO, única emissora que se beneficiou com a Ditadura Militar.
      O Plano Collor instituiu um congelamento de preços que teve um efeito inicial expressivo: a inflação pelo IGP-M (Índice de Preços ao Consumidor - Mercado, usado no reajuste de aluguéis e outros contratos) chegou ao fim do ano de 1990 em 1.699,87%; em 1991 esse índice já estava em 458,38%.
      No ano seguinte, entretanto, tudo voltou praticamente ao que era antes: a inflação atingiu 1.174,67%. Pelo IPCA o dado é ainda mais inacreditável: uma inflação anual, em 1993, de 2.477,15%.
      Vale ressaltar também que o Plano Real endeusado por muitos dando total crédito a FHC, foi iniciado por Collor, o Plano Real conhecido por muitos inicialmente era chamado de Plano Brasil Novo e depois associado a figura de Collor começou a ser referido como Plano Collor.


Edgard A. do Brasil
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